Meus 15 anos

Bem, eu já fiz 15 anos tem algummmm tempo, mas nunca postei aqui no blog, apesar de sempre ter tido vontade.

Minha festa foi em 2010, e tive a sorte de conseguir comemorar bem no dia do meu aniversário!

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Comecei a planejar tudo acho que com mais de 1 ano de atencedência (por aí), e eu tinha uma ideia bem clara do que queria. Minhas referências foram todas de revistas, google e perfis de festas do orkut!! Minha vida teria sido tão mais fácil (ou mais difícil??) com o pinterest! Não escolhi exatamente um tema, mas queria que fosse tudo colorido. E não queria nada de banner atrás do bolo. Mas pensei e pensei… e percebi que não teria outra oportunidade de encher a parede com fotos gigantes minhas, e resolvi ser egocêntrica mesmo!!!

O vestido longo eu comprei em BH, e o curto eu fiz na costureira. De início eu queria só o longo, mas não ia conseguir dançar no cerimonial, então acabei mandando fazer um curto bem em cima da hora.

Essa foi a minha reação quando cheguei e vi o salão todo  arrumado:

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Meu bolo foi um sacrífico pra escolher, mas consegui. E ele foi provavelmente o bolo mais gostoso que já comi na vida!

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Uma das coisas que eu tava mais animada pra decoração era essa mesa com uns furinhos e luz embaixo. Acho linda demaissss!

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Eu fiquei looouca com tudo!!

Aliás, as fotos do painel são de um book que fechei no pacote com a fotógrafa. Escolhi a empresa Art Fotografia, que eu acho que encontrei no orkut na época, e amei o trabalho deles.

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Nessa época as fotocabines ainda tavam começando! Fiquei megaaa feliz quando soube que ia poder ter uma na minha festa!

Antes disso a moda era aquelas “fotos malucas”, lembram?

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E os detalhes, gente?❤

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Os botões eram pra ser uma referência a Coraline, um dos meus livros preferidos!

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A mesa de balas terminou em um piscar de olhos!

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Eu não quis fazer uma festa SUPER tradicional, então não tive daminhas e tals. Mas tive cerimonial com direito a valsa ao som de Cloud Smiles (Final Fantasy), chororô e dancei Zouk com o meu irmão.

MAS CLARICE, VOCÊ DANÇANDO ZOUK?!!! Pois é gente, eu fazia aula na época e era maneiríssimo.

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Eu não me arrependi nem um pouco por ter feito festa, por diversos motivos. Só me arrendi de uma coisa: não ter comido mais.😦

Ah!
Ps: O bolo tava impossível de cortar!!! hahahaha fiz várias caretas nas fotos!

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Foi bom demais!❤

Porto Alegre – RS

Como eu falei pra vocês nesse post aqui, estive em Porto Alegre no início do mês!

Confesso que mesmo a cidade não sendo muito turística, eu amei! Só faltou um bom churrasco pra aproveitar bem PoA! Fica pra próxima.🙂

Logo que cheguei fui caminhar pelo centro, mas confesso que não me senti muito segura pra tirar fotos. Tem prédios bonitos e tal (apesar de não muito preservados), mas achei perigoso.

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Chalé da Praça XV

A prefeitura e o mercado público são bem bonitos! No mercado dá pra comprar cuia e erva mate pra fazer chimarrão.

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No domingo fui no Brinque da Redenção, e confesso que até então nunca tinha escutado a palavra “brinque”. Eu chamaria de feira da redenção mesmo hahah. É uma feira que vende  moedas, quadros, bolsas etc.

Tava tendo jogo do Grêmio x Internacional (o clássico de lá) e registrei um momento pra dizer pra vocês que existe amor no gre-nal sim!

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Fui conferir o último lambe-lambe de Porto Alegre, e acabei tirando foto por lá!

Ele me mostrou o equipamento, como revela na hora e tal. Muito legal!🙂

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Gaúcha?
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Varceli Freitas Filho

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Eu super curti o Parque da Redenção! Tava mó sol então tinha mó galeres curtindo na grama.

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Eu e o chimarrão

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No outro dia fiz a rota Jardim do DMAE – Parcão – Pátio Barão – Rua Gonçalo de Carvalho, mas confesso que foi meio burrice e deveria ter feito Parcão – Pátio Barão – Jardim do DMAE – Rua Gonçalo de Carvalho.

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Jardim do DMAE

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Não sei porque eu acho moinhos tão maneiros, mas achei muito louco ter um moinho no meio do parque haha adorei!

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Parcão

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O Pátio Barão confesso que achei mais fotogênico do que legal, sei lá, nada demais.

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E gostei mais das ruas no caminho da Gonçalo de Carvalho do que ela em si. Não que ela não seja bonita, e tudo bem que cheguei no inverno e depois da tempestade que derrubou várias árvores, mas as outras são mais interessantes.

Tem uma cheia de bares (pena que a foto saiu desfocada…) que é linda!

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De lá peguei um uber (aliás sentei na frente quase todas as vezes porque tava tendo várias tretas) até a famosa loja Love It. Claro que amei, mas não tinha nada muito diferente das lojas de decoração que eu já vi.

O que eu gostei MESMO foi o café deles! Meu almoço saiu super baratinho e tava bem gostoso. Além disso, a decoração é um amor! Parecia que eu tava almoçando em um jardim encantado hehe.

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A fachada da loja

Depois só fui na Casa de Cultura Mario Quintana, que é linda, mas não tem muita coisa pra ver.

Fui com um macaquinho combinando mas não tinha ninguém pra tirar foto minha, #chateada.

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O prédio tem um jardim super legal também!

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Jardim Lutzenberger

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Já to louca pra voltar pra PoA🙂

O café mudou!

Oi gente!

Vocês devem ter reparado que o nome do blog mudou, né?

Eu ainda to me ajeitando com os domínios do link e tals, mas esse é o nosso novo endereço! O nome Coisas da Coa é meio provisório, mas se mudar aviso vocês.🙂

 

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A foto é só pra chamar atenção mesmo.

 

Bjss

 

Vlog – Rio

Heeey!

Resolvi começar a me aventurar a fazer uns vídeos, então saí pelo Rio de Janeiro com a câmera na mão, e foi isso que eu registrei!

Muito obrigada mamis por ser minha motorista e me filmar/fotografar também!😀

 

Não consegui ficar sem tirar fotos.❤

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Ps: O youtube implicou com os direitos autorais da trilha sonora (Staring at the sun- Mika), então tive que tirar o som.

 

Até mais!

Um mergulho no luto

Eu refleti um pouco sobre postar ou não esse texto, mas quando percebi que ele poderia ajudar alguém, assim como o ensaio que eu cito me ajudou, resolvi que não deveria mais pensar duas vezes.

É uma reflexão pessoal sobre o luto, e se você está passando por isso, ou conhece alguém que tenha perdido alguém muito próximo, vale a leitura.

E se nunca passou por isso, espero que dê pra refletir um pouco e entender os outros. Afinal, empatia nunca é demais, certo?

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O momento em que perdemos alguém muito próximo é decisivo na formação da nossa personalidade. Nem sempre é possível entender o que mudou em nós, ou se essa mudança é perceptível para os outros, mas sabemos que algo está diferente. No entanto, acredito que essa sensação venha um pouco depois. O primeiro momento é um nocaute, um baque surdo que ecoa em nossos ouvidos. Atordoados, não conseguimos sair do chão, e ali permanecemos alguns meses. Quando resolvi escrever sobre isso, tentando compreender esse sentimento de tristeza tão profunda que beirava a loucura, descrevi que era como acordar dentro de um pesadelo, sem conseguir me conectar com a realidade. Era como se eu nunca tivesse acordado de verdade. Esse texto ficou parado em um canto durante um bom tempo, sem eu sentir necessidade de voltar a ele.

O que mudou foi o meu contato com o ensaio A Grief Observed, de C.S. Lewis. Nessa reflexão ele afirma que sua sensação era de sentir medo, sem realmente senti-lo. Acredito que misturado a isso venha o sentimento de insegurança, que acompanha grandes mudanças. Não saber como o mundo vai ser agora que tudo está tão diferente e, possivelmente, o medo de se perder na tristeza. Mas o trecho que realmente me chamou atenção foi o seguinte: “There is a sort of invisible blanket between the world and me. I find it hard to take in what anyone says. Or perhaps, hard to want to take it in. It is so uninteresting” [Há um tipo de lençol invisível entre o mundo e eu. Acho difícil compreender o que dizem. Ou, talvez, difícil de querer compreender. É tão desinteressante]. (em tradução livre)

Poucas pessoas descrevem com tanta precisão e de forma tão bela seus sentimentos. Até então eu não conhecia essa sensação como universal para muitos que compartilham uma perda. Essa catatonia que nos afasta do mundo. Curiosamente, lendo Norwegian Wood, de Haruki Murakami, me deparei com algo parecido. O livro trata a juventude do protagonista de maneira triste, repleta de perdas e solidão. Em um desses momentos em que Toru se entrega à completa desolação, ele descreve: “Vivi estranhamente os três dias que se seguiram, com a sensação de caminhar no fundo do mar. Era incapaz de ouvir direito o que as pessoas me diziam e, quando eu dirigia a palavra a alguém, não era compreendido. Era como se houvesse uma membrana ajustada hermeticamente ao redor do meu corpo. Por causa dela, eu era incapaz de manter contato com o mundo exterior”.

Acho muito interessante que pessoas de épocas e lugares tão distintos descrevam a sensação de forma tão semelhante. Talvez outro termo que possa ilustrá-la seja o limbo. Não no conceito católico, que acredita que consista em um lugar sem a presença de Deus, para onde vão aqueles que não merecem o céu nem o inferno. Mas no sentido mais geral da palavra, de vazio e inércia. Bem, se pensarmos de forma mais abstrata, o limbo católico também pode ser comparado a esse processo do luto. Se é um lugar do pós-vida e privação de Deus, podemos voltar ao texto de C.S. Lewis que, apesar de extremamente religioso, passa a questionar a presença dessa divindade, e a considerar que ela é capaz de coisas terríveis. Ele diz: “But go to Him when your need is desperate, when all other help is vain, and what do you find? A door slammed in your face, (…). It might be an empty house. Was it ever inhabited? It seemed so once” [Mas vá a Ele quando estiver desesperado, quando qualquer outra ajuda é vã, e o que encontrá? Uma porta fechada na sua cara, (…). Talvez seja uma casa vazia. Terá ela sido habitada algum dia? Pareceu tanto uma vez.]  (em tradução livre)       

A minha conclusão é que a tristeza realmente nos afasta do mundo e dos outros. Não só psicologicamente, mas também intencionalmente, por nos acharmos um transtorno. Em geral, pessoas não sabem lidar com a dor alheia e, por isso, acreditamos que nos tornamos um incômodo. De certa forma porque trazemos a lembrança de que a morte vai chegar e, se ainda não aconteceu com o outro, vai acontecer. Acho que conviver com pessoas que já passaram pelo processo de luto nesse período é mais reconfortante do que estar com pessoas que nunca passaram por isso.

Em primeiro lugar porque ver alguém que já sofreu e ficou bem nos dá esperança de que eventualmente também ficaremos bem. Procurar pessoas que se recuperaram de grandes traumas pode ajudar a perceber que essa recuperação não é tão impossível assim. E em segundo lugar porque grande parte dessas pessoas aprendem a respeitar melhor o espaço que o outro precisa. Nem sempre é necessário atenção constante, ou aconselhamento. Às vezes só saber que tem alguém disponível para te fazer companhia, sem necessariamente trocar palavras, ou que não ficará constrangido com suas lágrimas, e respeitará sua necessidade de falar repetidamente da pessoa perdida, já é o suficiente.

Pessoalmente, acredito que justamente o que me afastou dos outros foi saber que eu não teria capacidade de segurar minhas lágrimas. Elas vinham de repente, com bastante frequência, e tudo que eu queria era deixar elas correrem sem precisar pedir desculpas a ninguém. Eu também não queria sentir o olhar de pena dos outros, ou escutar conselhos. Aliás, há uma gama de frases feitas para serem usadas socialmente que não fazem sentido. Acho que “meus pêsames” é a pior delas porque não há uma resposta. Um “obrigada” não faz sentido. Obrigada por se simpatizar com a minha dor, mas expressar isso de forma fria e impessoal? Um simples “sinto muito pela sua perda” funcionaria melhor.

Em algumas pessoas essas frases despertam raiva. “Ele(a) está em um lugar melhor”, “Deus quis assim”, “Chegou sua hora”. São frases vazias, sem certeza, ou ajuda alguma. Ninguém sabe ao certo se existe destino ou Deus, ou se há algum lugar no pós-vida. Citando mais uma vez C.S. Lewis: “It is hard to have patience with people who say, ‘There is no death’ or ‘Death doesn’t matter.’ There is death. And whatever is matters. And whatever happens has consequences, and it and they are irrevocable and irreversible (…). She died. She is dead. Is the word so difficult to learn?”. [É difícil ter paciência com aqueles que dizem ‘Não há morte’ ou ‘A morte não importa’. A morte existe. E o que quer que seja, importa. E o que quer que aconteça tem consequências, e isso e elas são irrevogáveis e irreversíveis. (…). Ela morreu. Ela está morta. É tão difícil de entender a palavra?] (em tradução livre)

Precisamos aceitar a morte, e essas frases “consoladoras” não ajudam em nada. Em algum momento o pragmatismo aparece com força, e todas as metáforas e eufemismos parecem ridículos. Queremos aceitar que a realidade agora é outra. Mas, às vezes, ainda é muito cedo para realmente querer ficar bem. Esse “bem” tem consequências. Ele traz junto a culpa e a sensação de uma normalidade que não existe mais. Culpa por não aceitarmos que podemos ser felizes sem alguém tão importante para nós. E a cada suspiro de paz, em que parece que a pessoa vai entrar pela porta, e que nada aconteceu, vem a lembrança como um faca no peito. E é preciso absorver tudo de novo e de novo, cansativamente.

Li que algumas pessoas sentem a presença daquele que partiu, mas acho que essa breve sensação de normalidade dure mais tempo. Uma vez, viajando com a minha avó, ela disse que pensou em contar uma situação da viagem à sua irmã, e então lembrou que ela havia falecido há mais de 10 anos. Acho isso triste e bonito ao mesmo tempo. Acredito que, de certa forma, quando tiramos essa pressão de nos lembrarmos da pessoa como ela realmente era, conseguimos uma memória mais “pura”. É uma lembrança que vem em sua forma original. E isso é um dos melhores presentes que podemos receber após a morte de alguém.

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Agradeço todos os dias pela invenção da fotografia. Sei que consigo lembrar de alguns traços do meu pai, de sua voz e algumas manias e situações. Mas dificilmente teria uma lembrança fiel como a de um retrato. Durante bastante tempo tive muito medo de que suas memórias se apagassem. Essa possibilidade era desesperadora. Ainda hoje, 18 meses depois, me pego preocupada com isso. Por isso gosto muito de sonhar com ele. Em alguns desses sonhos tenho completa noção da realidade, e recebo cada abraço como um verdadeiro reencontro. Em outros, parece apenas uma breve situação real, pouco extraordinária. Como, por exemplo, a vez que eu sonhei que ele reclamava que eu tinha roubado seu chocolate. Confesso que acordei bastante feliz.

Mas conversando sobre isso com um amigo que perdeu ambos os pais, ele me disse que esses sonhos são um martírio para ele. Podemos tentar encontrar pontos em comum na forma das pessoas lidarem com o sofrimento, mas é perigoso generalizar. Contudo, acredito que seja seguro afirmar que todos mudam durante o processo do luto. Como disse anteriormente, é difícil identificar exatamente o que mudou, e se essa mudança é explícita. Mas ela existe, e é uma das únicas certezas que temos de início, pois não nos sentimos mais como nós mesmos. É difícil se reconhecer.

Acho que a primeira mudança perceptível é a relação com a morte. Pode haver um aumento do medo da morte, ou ele pode desaparecer. Mas esse sentimento é inconstante. Apesar de ter perdido completamente o medo de morrer durante um tempo, hoje já sinto esse medo repentino de volta, mesmo sabendo que ele é inútil. Há também quem tema a morte não por ela própria, mas por preocupar-se com o sofrimento de parentes e amigos mais próximos. Em segundo lugar vem a necessidade de Carpe Diem. Uma vontade de aproveitar tudo ao máximo e não deixar nada pra depois, pois não sabemos se esse depois existirá. Com o tempo essa mudança também vai desaparecendo, pois precisamos planejar o amanhã. Não há como gastar todo nosso dinheiro em viagens, e agir como se o dia seguinte não fosse chegar. Porque pode ser que ele chegue, e precisamos estar preparados.

Mas então, que mudança é definitiva? Essa pergunta é difícil de ser respondida. É evidente que passamos a carregar um peso, mas não necessariamente ficamos mais tristes (a longo prazo). Pelo menos, não todos. Quando a dor começa a passar, e a saudade fica, o que mais fica? Não diria que me tornei uma pessoa melhor ou pior. Talvez melhor no sentido de me reconhecer mais forte do que imaginava, e encontrar em mim uma força, uma proatividade que antes não era tão evidente, mas sofrer não nos torna santos, muito menos nos torna iguais. Alguns aprendem a respeitar o sofrimento alheio, mas é impossível realmente saber como é a dor do outro. A verdade é que, durante os momentos de calmaria, não sabemos nem mesmo como é a nossa própria dor.

Eu gostaria muito de encontrar uma resposta, mas essa mudança é uma certeza e mistério ao mesmo tempo. Como diz a música Tonight Tonight da banda norte-americana The Smashing Pumpkins: “The more you change, the less you feel”. O “eu pós-perda” não é o mesmo eu anterior, mas não podemos afirmar quem ele é.

Acredita-se que antigamente a morte era melhor compreendida. Ela fazia parte da vida, então aceitavam isso com mais naturalidade. Hoje parece ser um tabu. Falar da morte é errado, como se não fosse chegar para todos nós. Com o avanço da medicina, o ego humano foi mais inflado, acreditando que esse fim poderia ser postergado ao máximo. Os rituais (no Ocidente) perderam força, as pessoas desaprenderam a lidar com as suas perdas e as perdas dos outros. Queremos sucesso e estar acima dos outros, e qualquer “obstáculo” faz parecer que fomos derrotados.

Passar pelo processo de luto não é motivo de vergonha, e a morte, em si, não é um destino horrível. A separação sim. Ela é uma mudança definitiva, e nada que nos tira do nosso caminho tranquilo é fácil. Mas o ser humano precisa da morte. Não apenas pela questão da superpopulação, mas porque seriamos tomados pela inércia caso vivêssemos para sempre. Saber que nós temos prazo de validade nos ajuda a tomar atitudes, e querer fazer coisas. Queremos deixar a nossa marca no mundo, então produzimos arte, tentamos deixar um legado.

Além disso, seria difícil mudar o mundo caso as gerações mais antigas continuassem para sempre aqui. É aceito que pessoas mais velhas carregam pensamentos mais tradicionais, e os jovens vêm com ideias revolucionárias, de alteração da ordem vivida. As pessoas podem mudar, mas as suas crenças mais profundas em geral não mudam. Se nós, com as ideias do século XXI, tivéssemos que conviver com a mentalidade da Idade Média, com certeza viveríamos batalhas intermináveis de convicções. Já encontramos muita dificuldade para o progresso. Se houvesse mais de 2000 gerações passadas em nossas costas, com certeza o mundo não seria como é hoje.

Por isso, precisamos aceitar a morte. Não necessariamente sorrir para ela, mas nos despirmos dessa vaidade que nos faz pensar que somos eternos. Não precisamos ser. E o luto é um processo natural da vida, que precisa ser experienciado. Acho de grande utilidade comparar sentimentos, e oferecer diferentes formas de lidar com eles. É impossível ser feliz o tempo todo, e não devemos mentir, e fingirmos que não nos importamos. Precisamos nos importar, e o sofrimento faz parte da vida. Mas, assim como ela, ele não é eterno. Pode durar mais para uns ou para outros. Mas o alívio chega, nem que com ele chegue junto um suspiro de morte.

 

Escrito em 08/07/2016
por Clarice Motta

Gramado – RS

Oi gente!

Eu passei esses últimos dias em Porto Alegre (post em breve!), e aproveitei pra conhecer Gramado. É bem pertinho da cidade, na serra gaúcha, e vale muito a visita!

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A cidade tem todo um estilo alemão/italiano, e é super tranquila! Os motoristas respeitam os pedestres, e eu me senti bem segura.

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Fui caminhando por aí e passei pela Rua Coberta. Uma gracinha, né?

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Gramado é cheio de lugares lindinhos!

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Igreja Matriz São Pedro Apóstolo

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E olha um cuco gigante!😀

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Algumas lojas vendem cucos lindos, porém nada que agrade meu bolso.😦

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Apesar de ter ido no inverno, eu peguei bastante calor.
Mas fui olhar a previsão de hoje e a mínima é de 3°C!! hahah

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A cidade tem vários eventos legais, como o Festival de Cinema de Gramado.

Cês podem conferir os outros clicando >aqui<!

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E esse é o famoso Lago Negro!

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O Mini Mundo foi o único lugar que eu entrei. Paguei 28 reais, mas achei super divertido e fofo. Eu já tinha ido em alguns lugares representados (Munique, Freiburg, Frankfurt…), então foi bem legal vê-los em miniatura!

Na verdade não tem miniaturas de todos os países. Tem Alemanha, Suiça, Liechtenstein e alguns lugares do Brasil. Mas de tempos em tempos eles acrescentam uma nova miniatura, então daqui a pouco chegam lá né? hahah

Ah! E ainda comi um pretzel com doce de leite delicioso!😀

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Olha que gracinha esse mini casamento na Igreja!

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Palácio Ipiranga em São Paulo

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Já posso falar que tenho foto com o Neuschwanstein né?? heheh

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Tem várias outras atrações pela cidade: Mundo de Chocolate, Snowland, Museu do Automóvel, e também dá pra passear por Canela e visitar uns vinhedos. Mas como eu ia ficar lá só um dia preferi andar pela cidade e comprar uns chocolates na fábrica da Lugano.

Eu amei muito a cidade e super recomendo!

Espero que tenham gostado!  :)