Euro Trip – Munique (Inverno)

Olááá gente! A próxima parada do roteiro foi Munique.

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Pegamos um trem noturno de Veneza, que pagamos uns 60 euros pra reservar os lugares, já que tínhamos o Eurail Pass. Chegamos no trem e ao contrário do que esperávamos, as cabines tinham seis cadeias dispostas uma de frente pra outra. Achamos estranho, já que a intenção era dormir no trem e a viagem durava cerca de 10 horas. Bom, mas tudo bem, a cabine estava vazia só para nós dois. Guardamos as malas, tiramos os sapatos e relaxamos para tentar descansar e poder curtir o dia seguinte em Munique, pois pretendíamos ir para Praga na mesma noite. Para a nossa infelicidade, o trem não era expresso e tinha várias paradas, ou seja, a cada parada entrava mais gente no trem. Acabou que um casal entrou na nossa cabine e não estaríamos mais sozinhos. Mas tudo bem! Que bom que é um casal também, eu pensei. Mas foi quando a porta se abriu novamente e uma mulher CHEIA DE MALAS IMENSAS, entrou. Não havia mais lugar pra ela colocar as bagagens, então ela deixou no chão mesmo. Foi aí que a situação apertou para nós, literalmente. A cabine era muito pequena, não tinha nem como esticar as penas sem esbarrar na pessoa sentada na cadeira da frente. Pra melhorar a situação, eu estava com tersol, dor de dente e meus pés doíam muito pois eu estava usando 3 meias calças por causa do frio, que estava apertando meus dedos. Bom, dá pra perceber que feliz eu não estava e como se não bastasse, a mala da mulher estava bloqueando a porta, dando uma sensação de claustrofobia. Eu não tinha água e estava morrendo de sede.

Bom, no meio dessa situação toda, só o que passava na minha cabeça era: Ainda faltam 9 horas de viagem pela frente, dentro deste cativeiro. Comecei a chorar de nervoso! Foi uma das piores sensações da minha vida! Foi aí que o Tom saiu para tentar me arranjar um copo d’água. Depois de alguns minutos, ele me chamou pra fora da cabine. Eu saí e pela janela já estava tudo branco de neve! Tanta neve que o trem estava impossibilitado de andar. Eu nunca tinha visto neve, foi uma mistura de sensações, pois eu saí do desespero pra felicidade em minutos. Hahahaha. Decidimos então, ficar do lado de fora, estava melhor do que naquela jaula.

A felicidade por ver neve pela primeira vez foi passando, e a sede, as dores e o cansaço aumentando. Ficamos perambulando pelo trem a procura de um funcionário para nos dar um copo de água. Achamos! Ufa! Só que adivinha?? A água custava 3 euros e nossa carteira e todas as nossas coisas ficaram na cabine. Explicamos que não tínhamos nada e o homem fofíssimo fechou a porta na nossa cara e disse “So… Its closed”.

Não dava pra acreditar… Era tanta coisa ruim acontecendo que parecia mais um pesadelo e a gente não acreditava que podia ficar pior. E pôde. A primeira cabine do vagão estava vazia e trancada. Era como se a solução de todos os nossos problemas estivesse ao mesmo tempo tão perto e tão longe. Foi então que o trem voltou a andar, e um outro funcionário apareceu. Expliquei que eu não estava me sentindo bem e ele destrancou a cabine, que era dos staffs mas não seria mais usada. Foi a melhor notícia do dia! Pegamos nossas coisas e fizemos a mudança e finalmente, relaxamos e dormimos.

Algumas horas depois, acordamos no susto com o barulho da porta. Um homem estava lá, em pé, com a minha bolsa nas mãos. Ainda confusa do sono olhei pra ele com uma cara de “que porra é essa” ? E ele perguntou em inglês: “Isso é seu?” e depois falou algo em alemão e me devolveu a bolsa. Foi tão estranho e tão rápido que não fazíamos ideia do que poderia ter sido aquilo. Até que chegamos a conclusão de que ele estava tentando roubar a minha bolsa e nós pegamos ele no flagra. Depois disso não conseguimos relaxar mais, pois o medo de sermos furtados era grande.

Bom, depois de longas horas sem dormir, finalmente chegamos. Estávamos um bagaço, mas a sensação de objetivo cumprido e a animação de conhecer um lugar novo deixava a gente feliz. Chegamos as 8 da manhã na estação de Munique e como a intenção era passar o dia na cidade, resolvemos comprar logo o trem para Praga.
Nessa viagem aprendemos que todas as pessoas que trabalham em estação de trem são mal comidas, mal humoradas e dormem de calça jeans. Ou seja, na Alemanha não foi diferente. Tivemos que falar com 4 pessoas que foram MUITO GROSSEIRAS para descobrir qual o horário do trem noturno para Praga. E adivinha??????? Não tinha trem noturno pra Praga. Só no dia seguinte a tarde. Não tínhamos onde ficar e lá fomos nós, com malas de 15kg nas costas, a procura de um hotel barato de última hora.

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Saímos da estação e a cidade estava coberta de neve!!! Foi maravilhoso! Quase esquecemos que tínhamos passado por momentos tão ruins. A sorte é que a estação é no centro da cidade, perto dos pontos turísticos e de muitos hotéis. Achamos um hotel com a estadia de 60 euros e apesar de cansados, finalmente fomos tentar curtir a cidade. 😀

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Euro Trip – Lisboa (Parte 1)

Olááá! Hoje começou finalmente minha euro trip tão esperada e quero contar pra vocês um pouquinho de como foi meu primeiro dia nessa cidade linda que é Lisboa.

Cheguei na cidade 10h da manhã. E minha amiga Bruna, que mora aqui, me buscou no aeroporto e me levou pra conhecer um pouquinho da cidade (mas não muito porque estamos esperando o Tom, meu namorado, que chega amanhã 🙂 ).

Pegamos um ônibus chamado Aérobus, que custa € 3,50 mas você pode usá-lo por 24 horas. Ele sai do terminal do aeroporto e vai até o centro de Lisboa. Lá paramos na sorveteria Amarino, que faz aquelas famosas bolas de sorvete em formato de flor *-*

Esse era de morango, com caramelo e café. ❤ Estava maravilhoso e o melhor é que não tem limite de sabores!!!!! Eles fazem a flor com a quantidade de sabores que você quiser! :O

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Depois do sorvetinho básico, resolvemos almoçar (sobremesa antes do almoço, porque sim). Pra minha felicidade, a Bru me levou a um restaurante chamado Chimarrão, que vende uns PF’s bem pedreiros de comida brasileira.

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